So., 4. Mai, 22:19
Dear Helga Fanderl,
I hope this letter finds you well. My name is Emma. I saw your short films at Anthology a few
weeks ago, and I wanted to write to tell you how much I enjoyed them.
I watched Constellations with one person I love and three strangers. A friend of mine who lives in
Barcelona told me her sister would be in New York, and that we two should meet. Ana (the
traveling sister) invited two writer friends, and I invited my boyfriend Adam along. When the five
of us convened at Anthology, Ana nervously exclaimed, "thank you for arranging this date!" and we
quietly filed into the theater together.
It felt fitting to watch your films – which are warm, inviting, intimate, and attentive –
with one person I know well to my left, and one I was just meeting to my right. I felt each short film was
greeting me, waking me to a world I knew. The glimmer of apartment buildings across water, the
crowning branches of a persimmon tree seen from below, or the dog in shimmering water, long as
an eel. Your gestures, the tips of painted fingernails just touching, or a woman folding her body to
kiss a man seated at a picnic, were fond and familiar (like memories of my own). I noticed my own
back curving to a V, stretching forward in my seat to focus all my attention – an attempt to mimic
your precision. To look as you do.
I found other moments to be entirely unfamiliar and beguiling. The peacock's flickering turns
captivated me, as did the flaring orange peels of tulips after being submerged in the black-and-white
tunnel. A return to life and all that blooms. Just when I thought a tree branch was the same one I
gazed at in the morning, or an apple the same I sliced for lunch, I saw something that shifted my
perception so finely – a slight pivot like one watery flick of the dog's tail.
And there was real glee to swiveling my head around as you changed the film, hearing Adam
whisper "so good," or catching Ana's eye, again new to me, but now sharing all of the joyful images
we'd seen (irises, trampolines, a kiss, a fuchsia blouse on the beach).
I hope you won't mind this long note. Thank you for these films.
With admiration,
Emma
Künstlerbuch — Helga Fanderl: Konstellationen Super 8 — Hatje Cantz Verlag, Berlin 2023 — D/E/F 248 S. ⤷ Read more
FROM — Konstellationen Super 8, 2023
Helga Fanderl, Constellations
by Helga Fanderl
Les saisons, Une part discrète du cinéma, 3
Revue de cinéma
Paris, 2021
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FROM — Les saisons 3, 2021
Film Talks 15 Conversations on Experimental Cinema
by Simon Payne / Andrew Vallance
Edited by Simon Payne / Andrew Vallance
Published by Contact
In association with Arts University Bournemouth
and Anglia Ruskin University, 2021
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FROM — Film Talks: 15 Conversations on Experimental Cinema, 2021
Constelações: O cinema de Helga Fanderl
by Gabriel Linhares Falcão
Constelações: O cinema de Helga Fanderl
7 de fevereiro de 2021 por Multiplot, publicado em Artigos
Por Gabriel Linhares Falcão
Pata por pata, um leopardo realiza seu desfile chegando bem perto da objetiva, e a objetiva chegando bem perto dele. Vai da direita para esquerda do quadro e retorna para o ponto de partida, realizando novamente o movimento repetidas vezes. Seu andar é sensual, sereno, quase flutuante, e seu corpo camufla-se no breu do espaço parcialmente iluminado. A luz forte revela também a terra com pedras que ele pisa, as plantas que o cercam, e nas sombras, barras de ferro de uma jaula que nunca entra em quadro. A câmera de Fanderl é segura, firme, também serena e sensual, e não demonstra nenhum sinal de amedrontamento com o predador diante da câmera.
O leopardo se revela cada vez mais concentrado. Anda em círculos e sempre olha para frente, sugerindo uma atormentação, possivelmente pela situação do encarceramento. O animal não mira sequer um instante para Fanderl e sua câmera. Apesar da inquietação, as eventualidades além da jaula parecem não o afetar. Tanto quanto o ambiente extra imagem não desestabiliza Fanderl, nem implica na unidade do filme; não há um mundo para além do pictórico na película, nem se quer a jaula importa. A concentração é total; existe apenas a diretora e o leopardo.
As cores escapam. Um amarelado que parece extrapolar a forma do animal, como pintado à mão, e o verde forte das poucas plantas reflete no pelo branco da parte inferior do leopardo. A cor de seus olhos parece uma mistura em aquarela de todos os tons que passam pelo quadro; em constante mutação a cada volta.
O animal com toda sua elegância parece aos poucos cansar. Suas piscadas vão pesando. O olhar concentrado está cada vez mais perdido, sem direção, apesar da retidão. A câmera de Fanderl gradativamente altera seu comportamento: há mais cortes e as imagens se fecham em diferentes partes do bicho. A alteração é sensitiva. Pouco a pouco a maneira de filmar se ajusta às intuições perceptivas do instante; uma comunhão cada vez mais íntima entre sujeito e objeto, regida pelo olhar de Fanderl. A única ordem imutável presente em todos os seus filmes é a montagem na câmera Super 8, que permite, nas palavras da diretora: “concentrar e mergulhar no fluxo do tempo, filmando, por assim dizer, tempos e eventos que acontecem no tempo, buscando o “gesto” que pudesse integrar a complexidade de tudo o que acontece no “aqui e agora” quando filmei e pela expressão da reciprocidade entre o que está acontecendo em mim e fora de mim.“[1]
A maioria de seus filmes consiste em apenas um rolo de Super 8, com cerca de 3 minutos cada, e são exibidos publicamente em grupos organizados pela própria diretora, compondo uma obra maior. Seus filmes são registros diretos do presente e dos infinitos tempos contíguos nele. Um olhar atento que captura manifestações do instante explicitando as peculiaridades, como desenhos muito bem definidos, e por um acúmulo de gestos e tempos, elabora filmes densos em que todo contraste é evidente pela clareza das especificidades. O leopardo faz sempre o mesmo movimento no mesmo espaço, mas nos é revelado uma infinidade de detalhes que divergem, seja pela alteração do objetivo ou do subjetivo. A reciprocidade entre estes aumenta no decorrer do rolo, e as mais leves imprevisibilidades vão sendo impressas por Fanderl na película. Todo registro objetivo é também um registro da experiência sensível da diretora no mundo – este que parece desaparecer durante seus filmes.
Estamos sempre vendo pela primeira vez; tanto na unidade, neste processo de investigação minucioso do presente pela montagem na câmera, quanto nos filmes compostos, em que a organização das obras curtas sublinha ainda mais as especificidades de cada uma destas, criando um drama formal intenso por meio das discrepâncias. Em "Konstellationen" (2013)[2], por exemplo, são necessários seis filmes curtos em preto e branco para finalmente conhecermos as cores em Leopard (2012), sendo que estas, como já descritas, parecem escapar do domínio das formas esparramando-se pelas rápidas imagens; como uma evidência do processo físico natural em que a luz rebate nos objetos que toca antes de encontrar a lente da câmera. A cor também está nascendo diante de nossos olhos ainda inocentes.Vemos o vegetal pela primeira vez em uma árvore seca e sombria, para em um fragmento posterior sermos apresentados às folhas coloridas já no chão.[3]
Vemos grandes estruturas metálicas, pela primeira vez artefatos feitos pelo humano, por meio do reflexo da água, para no mesmo fragmento a chuva dar fim a solidez imaginada.[4]
É comum a ocorrência de variações internas nos filmes de Fanderl, pequenas mudanças de configuração/comportamento decorrentes da intuição, do acaso e da experimentação de diferentes velocidades da Super 8. Em "Blätter fliegen"(2001), a diretora captura pássaros que se alimentam em uma árvore. O foco de captura são os animais, a câmera se movimenta preferencialmente pelo eixo e abusa do zoom para alcançar os ligeiros pássaros. Quando as aves vão embora e o foco se torna a árvore, a diretora começa a se movimentar ao redor para capturar diferentes ângulos. O tronco, que antes parecia firme ao chão assim como Fanderl, agora desliza levemente pela imagem como se flutuasse. Não só diferentes “tempos e eventos que acontecem no tempo”, mas também diferentes materialidades são descobertas nessa progressiva soma; o cinema de Fanderl não é regido pelas leis materialistas, pelo contrário, encontra suas próprias ordens cosmológicas pela principal evidência imaterial que nos é permitida: a experiência sensível.
Mesmo que sempre evite comparações[5], Helga Fanderl aproxima sua maneira de filmar (montagem na câmera, estruturação formal e rítmica no ato de filmagem, reciprocidade entre sujeito e objeto e risco elevado de erro por conta dos procedimentos adotados) à caligrafia zen:
“Esse estado de espírito é muito intenso e excitante. É como se todas as condições mentais, emocionais e técnicas tivessem que ser percorridas e coincidirem na ideia de fazer um bom filme. Às vezes, esse tipo de filmagem é um gesto que me lembra a caligrafia zen. Não há possibilidade de corrigir e alterar. A obra revela o estado de espírito no momento de sua criação.” Helga Fanderl[6]
Impossível não cair no clichê de que é possível ouvir sons nos densos filmes silenciosos de Fanderl. Os demarcados contrastes que se ampliam de fragmento em fragmento, nos apresentam diferentes intensidades sensíveis e imaginativas, acumulando memórias de primeiros contatos neste mundo que começou no início da projeção. Em "Konstellationen" (2013), como não perceber o estrondo das cataratas do fragmento "Strom" (2010)? O contato é ainda mais chocante pois havíamos sido apresentados primeiramente ao silencioso nado da tartaruga em águas invisíveis aos nossos olhos em "Aquarium" (2009). O único indicativo pictórico de um registro aquático, além dos animais presentes, são algumas bolhas e características ondulações luminosas. Luz esta que se torna um privilégio do aquário comparado aos pássaros que se alimentam em uma árvore seca completamente negra contra o céu nublado no chapado "Blätter fliegen2 (2001), de um preto e branco quase binário. Os fogos de artifício de uma Torre Eiffel vulcânica, em "Feuerturm" (2009), deixam rastros nos grãos da película que nenhuma luz natural vista até então ousaria rabiscar. Gradualmente conhecemos a luz a partir de polivalentes luzes; uma infinidade de haikus luminosos se formam nestes micromundos abertos. No fragmento final, encontramos em cataratas que habitam os céus, um milagre: em meio ao vapor que sobe da queda d’água, surge um arco-íris. Toda ação filmada retorna à luz.
[1] Em HAMLYN, Nick. "Layers and Lattices: Films of Helga Fanderl", in "Sequence, issue number 1",No.w.here Publications ISSN 2048-2167, 2010.
[2] "Konstellationen" é um projeto contínuo realizado pela diretora de 1992 até 2016, em que novos curtas eram adicionados. Este texto se baseia na versão de 2013 exibida no Festival Internacional de Cinema de Toronto 2013, que segue a seguinte ordem de curtas: "Blätter fliegen" (2001), "Gasometer I"(2010), "New Hope I" (1992), "Aquarium" (2009), Geburtstagsfeier (2004), Feuerturm (2009), Leopard (2012), Laub (2010), Rost (2010), "Container" (2011), "Gläser" (2011), "Gelbe Blätter" (2011), "Strom" (2010).
[3] Respectivamente, "Blätter fliegen" (2001) e "Laub" (2010)
[4] "Gasometer I" (2010)
[5] Fanderl, ex-aluna de Peter Kubelka e Robert Breer, revelou nos Extras do DVD "Fragil(e)", que “influências existem, mas não no sentido direto, mais indiretamente”. Continuando, cita Dziga Vertov (em especial "Um Homem com uma Câmera"), Jean Vigo (em especial "À propos de Nice" e "L’Atalante"), Gregory J. Markopoulos (em especial "Ming Green", também montado inteiramente na câmera), Robert Beavers (em especial "Work Done") e também Jonas Mekas.
[6] Entrevista com Helga Fanderl por Andrea Piccard, em Cinemascope nº 55
FROM — , 2021
Berlin Art Link on Helga Fanderl
by Jesse Cumming
Helga Fanderl’s ‘Raum für Film’ can be found behind an inconspicuous frosted glass window-front in Charlottenburg. The three words are visible on the window’s exterior, but they are easy to miss unless one is actively looking. It’s only the first confluence between the space and the work of the artist, who has been steadily producing and exhibiting small-gauge films that reflect fragments of life since the mid-1980s. [...]
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FROM — Berlin Art Link, 2019
Un fotograma detrás de otro
by Toni Junyent Rosa
Hace algunos días, entrevisté a la cineasta alemana Helga Fanderl, que nos descubrió su singular prácticafílmica en dos sesiones consecutivas en el Xcèntric del CCCB: en la primera vimos un programa depelículas suyas hinchadas a 16mm, y en la segunda, Fanderl ofreció una masterclass durante la quepudimos ver nueve filmes en Super 8, el formato con el que ella trabaja. El orden de ambas sesionesestaba previsto inicialmente a la inversa, pero un problema técnico obligó a trasladar la clase magistraldel jueves al domingo. Conversé con la cineasta después de la primera sesión en 16mm, y una de lascosas en las que hizo hincapié fue que todavía no había visto su obra tal y como debía verse, en Super 8.Debido a la dificultad cada vez mayor para poder hacer copias desde los originales reversibles en dichoformato, en los últimos años Fanderl ha ido hinchando algunas de sus películas de Super 8 a 16mm. Susfilmes son pequeños, en términos de duración, y piden, también, un ajuste de las dimensiones de laproyección. Esa es otra circunstancia que contribuye a hacerlas especiales: la cineasta acompaña lassesiones de sus obras para crear un espacio óptimo, dándoles a las proyecciones un carácterperformativo y convirtiéndolas también en una forma de introducir al público en su singular prácticafílmica. Cuando pude ver con mis propios ojos sus películas en Super 8 pude comprobar que,efectivamente, son otra cosa.
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FROM — Transit, 2018
«Una lunga vacanza nella Terra» in conversazione con Helga Fanderl
by Giorgio Cornelio
Ho incontrato Helga Fanderl al Festival di Pesaro, nel 2015, mentre introduceva quella che mi era sembrata, allora, una piccola ingegneria dello stupore. Quando, come nel cinema di Helga, è in opera uno sforzo di comunione, il dono della presenza piena appare ineludibile, e ogni elemento è teso a portare, meticolosamente, il peso e la forma del suo mistero. Sottrarre questa costellazione di film alla pratica che li vuole ogni volta ricomposti, ravvicinati e disgiunti (come fosse un’allegoria coniugale, un tappeto cucito e inconsutile) vorrebbe dire destinarla ad un divorzio dal destino che le è proprio, quello cioè di indicare una misura del mondo che sappia essere, allo stesso tempo, richiesta, decifrazione e deposito di senso.
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FROM — Artnoise, Magazine di arte e cultura, 2017
Eternity in the ephemeral
by Harshini Vakkalanka
I think my love for poetry has shaped me to a large extent, my films are small, they are not epic. The sound or the music of language becomes visual music. There is a sense of rhythm, of density. It is about capturing the moment and opening up a particular experience, without having to explain everything. It is more or less what poets do, they are very aware of the way they say something.
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FROM — The Hindu, 2015
Das Esszimmer, Bonn: Film Live by Helga Fanderl
by Sibylle Feucht
Dieses (Super 8) Kino wird während der ganzen Ausstellung nur zweimal zum Leben erweckt, nämlich wenn Du darin Deine eigens für den jeweiligen Abend zusammengestellten Super 8-Programme zeigst. Ansonsten ist es eine Art Kino-Torso, in das man sich setzen kann, um die eigenen Filme vor dem inneren Auge abzuspielen.
Ich denke, das ist eine bemerkenswert radikale und konsequente Art und Weise Deine Arbeiten, aber auch Deine Haltung und Arbeitsweise im Rahmen einer Ausstellung zu präsentieren […].
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FROM — Katalog, Das Esszimmer, 2015
Die Poesie des Moments
by Karola Gramann and Heide Schlüpmann
Die poetische Dichte dieser „Miniaturen“ hat anfangs dazu verleitet,
Vergleiche mit der Lyrik zu suchen, etwa mit dem Haiku. Doch geht
dieses Verständnis am Kern der Arbeit von Helga Fanderl vorbei, an
dem Verhältnis von Körper und Apparat, in dem sich ein ganz ande
rer Prozess entfaltet als das Schreiben. Körperliche Aktionen und
Reaktionen, Gesten des Blicks, der Empfindung, des Verlangens,
gehen ungefiltert durch eine bewusste Reflexion in die Filme ein –
die im Übrigen reine Aufnahmen vorgefundener Wirklichkeiten sind.
Das Leben hinter der Kamera mischt sich mit dem Leben vor ihrem
Auge.
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FROM — Grip 50, Frankfurt a. M., 2014
Helga Fanderl Films and Screens
by Philippe–Alain Michaud
«Mädchen», «Sardinenkorbe», «Strom», «Pfosten im Fluß», «Pflanzen»: all the films made by Helga Fanderl — more than six hundred to date — describe, without metaphors, a simple action, a figure, an event involving movement or color, captured in the moment they happen and thus preserving their fleeting radiance.
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FROM — Katalog, Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, 2013
Present Tense
by Andréa Picard
Like the quiet, yet intense, meteorological quivering in an Agnes Martin grid painting, presence in art is a notion both unremittingly subjective and resolutely romantic. At least, it used to be. the pleasurable anxiety that often accompanies the encounters that banish our busyness, allay our fears, and remind us of our existence has become increasingly rare.
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FROM — Cinema Scope, Issue 55, Toronto, 2013
Les haïkus films d’Helga Fanderl
by Raphaël Bassan
Cette cinéaste allemande, établie en France, a fait de sa caméra à la fois une troisième main et un troisième œil. Elle a tourné, après avoir suivi les cours de Peter Kubelka, en vingt-cinq ans, quelque sept cents opus n'excédant pas les trois minutes, soit la durée d'un chargeur Super 8. Depuis 1989, ses films son montrés dans divers musées internationaux, et certains édités en DVD.
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FROM — Bref, le magazine du court métrage 99, Paris, 2011
Film Live
by Helga Fanderl
To film with a Super 8 camera allows me to respond immediately to what I experience. My eye at the eyepiece, the camera in my hand - perceiving and recording simultaneously - I concentrate and create films in correspondence with the subject matter, in one gesture, as it were. I surprise what happens and feel surprised at the same time. I try to catch the moment, hic et nunc and in situ. That is the main reason why I always edit in the camera and why there is no postproduction.
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FROM — Sequence Issue 1, 2010
Layers and Lattices: The Super 8 Films of Helga Fanderl
by Nicky Hamlyn
Fanderl’s willingness to surrender to the particular dynamics of the situation in which she finds herself, opens up her practice to otherwise unavailable possibilities. In some ways her stance exemplifies what most artists discover in the process of making, which is to allow the work’s own momentum to pull them with it, so that there is always a margin of doubt, of things to be discovered and surprised by, before the conscious awareness of the contents of this margin of doubt permits retrospective theoretical and strategic consolidation to take place.
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FROM — Sequence Issue No. 1, 2010
Collection d’images, autour du travail de Helga Fanderl
by Clara Schulmann
L’artiste allemande Helga Fanderl réalise depuis les années 80 des films courts,
n’excédant pas 3 minutes, au moyen d’une caméra Super 8 légère. Attentive à des
événements infimes et singuliers, elle capte des mouvements aussi divers que la marche de
passants dans la rue, le vol d’oiseaux dans une volière, le geste de marins se passant des
corbeilles de sardines au retour de la pêche…Un mouvement, une rythmique, une lumière
guident son regard qui recueille et enregistre au moyen de la caméra selon la modalité
spécifique du « tourné-monté », façon de lier dans un même geste percevoir et filmer. La
forme brève ainsi créée répond à une procédure de fabrication rigoureuse qui permet de
constituer une collection d’images multiples, fragmentaires. Je vais donc m’attacher à décrire
cette procédure depuis les différents effets de discontinuité qui la caractérisent avant
d’esquisser les pistes historiques qui rattachent les films d’Helga Fanderl aux gestes du
collectionnisme et de l’archivage
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FROM — , 2007
Film by Helga Fanderl
by Kasper König
Due to the play with rhythms and settings, a new experience of time that can only be produced in film comes into existence. Reality isn't reproduced; the films rather describe an inner reality, essential images are created. These produce déjà-vu-experiences, reminding one of scenes from our childhood or of painting and literature.
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FROM — Film, Frankfurt a. M., 1998
Bernhard Uske on Helga Fanderl
by Bernhard Uske
A noticeable feature of Helga Fanderl’s aesthetic conduct is that every time she shows her numerous films, which are one to three minutes long, she makes a different sequence. One would be inclined to explain this specific phenomenon in terms of the aphoristic quality of cinematic miniatures; however, the density and diversity of rhythm, form, color and tectonics of many of the films, edited in the camera, contradict such a supposition.
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